A Formação dos Grupos da Nova Era

Para a Formação dos Grupos Espirituais da Nova Era, precisamos de pessoas conscientes da vida espiritual, não apenas dos planos espirituais ou da comunicação com os espíritos, mas também da filosofia, das artes, das culturas, das sexualidades e gêneros. Como pode um cego querer guiar outros cegos? Não pode. Por isso o coordenador espiritual deve ser aquele que mais busca o conhecimento.

Além disto, é preciso que alguém que queria formar um grupo espiritual tenha ciência dos desafios que irá ter ao longo do caminho. Será preciso coordenar uma equipe de médiuns, cada qual com seus pensamentos e sentimentos e onde possivelmente haverão conflitos, sem contar os vários imprevistos como, por exemplo, atrasos.

E mesmo que você queira realizar o trabalho sozinho, irá ter que lidar com ataques de obsessores, desanimo pela solidão e dúvidas, se por acaso o seu trabalho está sendo bem realizado.

Para mais informações adquira nossos livros, apostilas, cursos e siga junto conosco nesta caminhada para encontrar a ascensão.

Os portais espirituais

O que são? Eles existem?

Pois bem, antes de mais nada precisamos considerar a diferença entre “pilares energéticos” e “portais espirituais”, pois em pesquisas na internet algumas fontes colocam as duas como se fossem a mesma coisa. 

Quando falamos de pilares energéticos, estamos falando de locais com muita concentração de energia espiritual, podendo ser negativa ou positiva e que podem ser tanto locais considerados sagrados para um povo, quanto um centro espiritual, um altar, ou mesmo uma pessoa. Em resumo, os pilares energéticos são pólos receptores e propagadores de energias, como já explicamos nos livros “Contatando os Guias de Luz” e “A Formação dos Grupos Espirituais da Nova Era”. Esses pilares energéticos podem ser formados através da consagração de um local, objeto ou mesmo uma pessoa, através da oração, meditação ou focalização, para que esses itens se tornem carregados de energia espiritual e possam atuar como se espera. Através deles as energias podem ser potencializadas ou amenizadas, transmutadas e transformadas.

Como exemplos de locais onde se diz serem pilares energéticos da terra temos Machu Picchu, no Peru, Stonehenge na Inglaterra e as pirâmides do Egito, por exemplo. 

Por outro lado, os portais espirituais são passagens que conectam diferentes planos de existência.

Eles estão sempre presentes em locais de trabalhos espirituais (podem estar nos altares, no teto, no chão, etc) onde ocorrem encaminhamentos de espíritos obsessores ou em sofrimento, podendo estar também presentes em locais de grande concentração de energia espiritual, como Machu Picchu, Stonehenge e as pirâmides do Egito, já citadas no caso dos pilares energéticos. Quando um espírito de um plano de existência mais sutil quer se apresentar a um espírito de um plano de existência mais material (não apenas aos encarnados, mas também, para espíritos que estão abaixo da cadeia evolutiva como umbral e penumbral, por exemplo), eles podem:

a) Materializar seu corpo espiritual;
b) Abrir a vidência do outro espírito (encarnado ou desencarnado);
c) Abrir uma janela de conexão, ou portal espiritual.

Então, mesmo um espírito que está no umbral ou penumbral só vai ver um espírito de elevação superior se este quiser e se apresentar através das três formas que citamos acima. Os portais também, como o próprio nome já diz, podem ser utilizados para trazer espíritos de um plano de existência para outro (mas isso não inclui, é claro, o plano físico).

Tendo esclarecido a diferença entre os pilares energéticos e portais espirituais e para que servem de fato, queremos deixar aqui mais algumas pontuações necessárias:

1) Não são os portais que abrem ou fecham a sua mente como dizem. Não são os portais que abrem ou fecham o seu coração. É você. Única e exclusivamente você, através do seu processo de busca e abertura de consciência.

2) Assim sendo, isso que dizem que quando abrem os portais, a consciência planetária, ou de algumas pessoas muda, é pura analogia, ou crença falha, ou a espiritualidade de luz dando algo para que possamos nos concentrar, ou mesmo, espíritos zombeteiros apenas nos enganando.

3) Não existe por parte da espiritualidade, data e horário para que os portais sejam abertos ou fechados. Isso que falam de 11:11 horas, 12:12 horas, serve apenas como um ponto de referência para que várias pessoas se concentrem neste momento, alcançando assim uma energização coletiva. Mas isso não ocorre como algo marcado por parte dos espíritos como se fosse necessário ser neste horário por um motivo especial e sim, é como marcar uma missa no domingo as 09:00 horas da manhã, ou seja, várias pessoas estarão lá e é claro, teremos uma grande concentração de energia.

4) Muitas pessoas confundem também a sensitividade de clarividência com os portais. Não é porque você viu algo que quer dizer que um portal foi aberto. Você pode simplesmente ter visto algo de um determinado plano espiritual.

Assim sendo, como dito, os portais existem, mas é preciso saber diferenciar os pontos.

Ashram Irmandade do Lótus

O que é um Ashram?

O “A” quando utilizado no sânscrito traz um sentido de negação. Já o “Shram”, significa esforço. Assim sendo, “Ashram” significa “não esforço”.
Os conceitos de Ashram são: “um lugar onde não há esforço”, “lugar onde uma pessoa vai e deixa as suas preocupações, “um lugar de paz e tranquilidade onde você vai para meditar”, ou ainda, “uma comunidade espiritual”.

O (primeiro) Ashram da Irmandade do Lótus está sendo construído na Pedra Branca no município de São José, SC e será um lugar de transformação, onde teremos atendimentos, palestras, aulas de yôga, Tai Chi Chuan, rituais com as medicinas sagradas, cursos, retiros e muito mais.

Nosso objetivo é proporcionar uma visão clara e direta sobre os mundos espirituais e o plano físico, para que esta visão possa realmente tocar o coração e ajudar em seu “Despertar de consciência“.

Em breve teremos imagens e mais informações…

Depressão, drogas e o suicídio

A depressão, as drogas e o suicídio podem parecer coisas diferentes, porém temos uma raiz comum para ambas, que é o vazio existencial pelo qual passamos muitas vezes e nossa existência. A Irmandade de Lótus sempre deixa claro que, quando um espírito nasce, ele nasce com três pontos em comum, que é a ignorância (desconhecimento das coisas), a inteligência (capacidade de aprender) e a capacidade de nos expressar através do movimento (energia). Daí em diante parte o espírito para a sua jornada de aprendizado e desenvolvimento.

Enquanto não sabe de nada, o espírito se sente vazio e se apega às coisas sem sentido espiritual. Ele rouba, mata, deturpa, mente, profana, inveja, odeia e magoa outras pessoas para obter as coisas que quer. E é esse desconhecimento de quem somos que nos faz escolher caminhos tortuosos. Assim sendo, depressão, ansiedade, vontade de se suicidar e utilização de drogas sempre tem no fundo o nosso vazio existencial, ou seja, o desconhecimento de nossa divindade interior.

Com o tempo ele (o espírito) aprende o que realmente importa e compreendendo as coisas da espiritualidade, ele passa a respeitar, amar, simpatizar, dar carinho e proteger a vida. Então, se o desconhecimento é a causa, o remédio é o conhecimento. É através do caminho espiritual que vocês podem realmente se conhecer com profundidade e assim preencher a mente com conhecimento e o seu coração com amor. 

Mas quanto tempo isso leva? Bem, daí depende de cada um e isso pode levar de 01 dia até 100 mil anos. O que importa é começar e não desistir pelos desafios que se encontrarem no caminho. Vocês podem estar sempre conosco na Irmandade, temos encontros online e presencial de estudos espirituais, tanto para o desenvolvimento do ser, quanto sensitivo e mediúnico. Adquira nossos livros Despertai e A Nossa Religião é o Amor para começar a forma um caminho espiritual sólido. Além disso, temos um lindo trabalho com as plantas sagradas. Caso não queiram, vocês podem procurar por grupos espirituais ao qual possam participar e terapeutas também, holísticos ou não, para estarem recebendo mais informações e apoio. Isso inclui o Budismo ou o Hinduísmo, por exemplo, que são religiões que agregam muito valor espiritual.

Porém que fique claro, mesmo para encontrar um grupo bom que possa lhe ajudar, às vezes não será tão fácil, pois existem muitos grupos e mesmo aqueles que se dizem espirituais, muitas vezes acabam mais atrapalhando do que ajudando. Então tenham fé que você vão encontrar o seu lugar. Estejam atentos aos ensinamentos ao longo do caminho, mas tenham discernimento para entender o certo do errado.

Não esperem milagres, nós passamos muitos anos fazendo o errado e sofrendo por isso, então não será da noite para o dia que iremos mudar nosso comportamento. Experimentem, errem, aprendam e acertem, entendendo que o amadurecimento leva tempo. Então, tenha calma consigo e com os outros. A vida é isso, é um constante aprender e não há problema em errar desde que você se esforce para aprender e crescer no processo.

O silêncio

Em conjunto com o texto sobre o vazio, devemos também colocar o entendimento sobre o significado do “silêncio”. Silêncio quer dizer: “estado de quem por vontade própria ou obrigado, se cala ou se abstém de falar, de publicar, de escrever, de pronunciar qualquer palavra ou som, de manifestar os próprios pensamentos etc”. Muitas pessoas colocam o silêncio como sendo o centro da compreensão humana ou o ponto de equilíbrio do ser. Muitos propagam que o grande estado de iluminação se vive no silêncio e no vazio de pensamentos, sentimentos e emoções. Um estado inabalável do ser.

Mas, como podemos entender o vazio e o silêncio como o grande estado de transcendência humana, se a dança, a música e as artes, por exemplo, são expressões tão lindas, que nos trazem bem estar e conhecimento e que vão totalmente no sentido oposto do silêncio e do vazio? A resposta está em “não podemos”, porque o silêncio é apenas um momento necessário em nossa vida para acalmar a mente, reequilibrar a energia e refletir sobre nossa vida, mas, o movimento e a expressão através da fala também são. Então, a chave é entender a importância e o momento precioso que o silêncio nos traz para refletir e nos equilibrar, mas entender que ao caminhar, ao falar, ao nos expressar, nós também podemos encontrar equilíbrio. Então, uma coisa soma a outra. Nós somos seres de expressão, de comunicação e não há como pararmos de nos comunicar para sempre, mas podemos e devemos parar por alguns momentos.

Um gato não medita, um cachorro não medita, porque eles são integrados em si. Nós por termos mais intelectualidade é que criamos diversos problemas em nossa vida e por isso precisamos da ferramenta da meditação para nos equilibrar. Mas, a meditação pode ser feita de diversas formas, inclusive ao caminhar, como bem ensinado pelo mestre budista Thich Nhat Hanh. Aliás, foi de uma monja do mosteiro do mestre Thich Nhat Hanh no documentário “Caminhe comigo” que ouvi a melhor resposta sobre o silêncio. Quando perguntada sobre a relação do silêncio e dos mantras (son) ela respondeu que: “Silêncio não é sobre não propagar sons, mas sobre não propagar ruídos”. Ou seja, silenciar a mente é apenas uma parte do processo, não para eliminar os pensamentos, falas e expressões, porque isso é impossível, mas para controlar o turbilhão dos pensamentos e por consequência, com calma, analisar a vida de forma correta, parar de criar tantos problemas, parar de propagar “ruídos”, ou seja, parar de falar desnecessariamente.

Thai monk meditation at temple in Ayutthaya, Thailand

Silenciar a mente é na verdade acalmar a mente, para uma vida mais saudável. Pratique meditação pelo menos por 5 minutos em seu dia a dia e você sentirá os efeitos benéficos que ela lhe trará. Por outro lado, cante mantras e músicas espirituais e da mesma forma você sentirá a própria vibração do seu corpo sutilizar com o tempo, porque estando o espírito em paz, o corpo também entra em equilíbrio e paz. As formas de se trabalhar são técnicas diferentes, mas são complementares e trazem uma vida muito melhor a quem delas se utiliza.

O vazio

Vazio, outra palavra que trás “filósofofarofadas” nos meios espiritualistas. Muitas pessoas acreditam que um dia “voltaremos ao vazio”, outros afirmam que precisamos esvaziar a mente e ir ao vazio. Conceitos budistas trazem o vazio com a ausência do Eu. Mas… não, não é bem assim. Pelo menos não assim como muitos interpretam. Em primeiro lugar quando vamos falar em voltar ao vazio, precisamos entender que não existe vazio, pelo menos não dentro daquilo que poderíamos imaginar como vazio. Fisicamente para os cientistas, o universo mesmo após a última partícula de matéria, é preenchido de energia pura, ao qual nós espiritualistas sabemos ser a energia dos espíritos. Os budistas também não acreditam em vazio absoluto no sentido físico, pelo contrário, assim como os cientistas, os budistas acreditam que o vazio é o espaço preenchido de energia que está além da matéria. Então, o vazio a que se refere aqui, é o vazio da matéria como a conhecemos. E dizemos “matéria como a conhecemos”, porque mesmo os espíritos são formados de matéria, embora uma matéria mais sutil do que podemos imaginar. Desse modo, voltar ao vazio também não é algo que se possa afirmar como se voltássemos a algum lugar onde não existiria a matéria.

Também não podemos entender o vazio como uma consciência do espírito de modo que os pensamentos ou sentimentos sejam totalmente eliminados eternamente. Lembrem sempre que os espíritos são seres de pensamentos, emoções e sentimentos e assim, podemos (e devemos) nos colocar em meditação de forma que esvaziamos nossa mente momentaneamente para alcançar o equilíbrio espiritual, mas, isso é uma prática de momento, com começo, meio e fim. Não pode ser algo que nos torne “ocos” por dentro eternamente. Isso vai contra inclusive ao fato de termos consciência. Como ter consciência sem pensar e refletir? É impossível.

O vazio do Eu também não é crença plausível, afinal de contas, todos temos um Eu. Por exemplo, EU escrevi este texto e agora você está lendo, ou seja, existe um Eu e um NÓS sim. Mas então, o que é vazio do Eu? Vazio do Eu se refere ao fato de que se nós começarmos a refletir sobre o que é o Eu, iremos muito profundamente eliminar muitas coisas que não são o Eu, ficando apenas a essência última, a substância última que reencarna, que se movimenta, que reflete, que sente, ou seja, o espírito. Nós não somos o nosso corpo, atitudes, manias, pensamentos, sentimentos, ações, mas, nós somos o ser que tem o corpo, que age, que tem manias, que tem pensamentos e sentimentos. Assim sendo, de forma fácil vemos aqui que afirmar que não existe um Eu em absoluto é mais uma filósofofofarofada.

Outra questão do conceito do vazio é o fato de se acreditar que tudo é vazio de existência intrínseca, ou seja, tudo depende de causas e condições para existir. Mas, para nós espiritualistas, essa afirmação também não é correta, pois, Deus, a matéria e o espaço existem por si só, mesmo que não compreendamos isso, como bem debatido no livro Deus a Teoria de Tudo. Então, o vazio da existência intrínseca só passa a valer para tudo o que vem depois de Deus, da matéria e do espaço.

Oficialmente

Então, o que podemos colocar como “vazio”? Na verdade nada ou ao mesmo tempo várias coisas. Todas estas coisas que citamos podem e trazem entendimentos sobre o vazio e analogias onde a palavra vazio pode estar inserida, porém, precisamos compreendê-las em seus ensinamentos e não distorcer fatos. Por exemplo, se eu lhe mostrar um copo e perguntar a você se o copo está vazio ou cheio, você talvez me diga que ele está vazio no sentido de não ter nenhum líquido dentro dele. Mas então eu posso afirmar que o copo está cheio de energia, de átomos dentro dele. Assim o copo está cheio ou vazio? Depende de que sentido estamos dando a questão. Você está certo se não levar em consideração que ele está “cheio de energia dentro dele”, porque você está levando em consideração a matéria como a conhecemos e eu estou certo porque ele realmente está cheio de átomos. Então como dito, podemos usar isso para uma lição, mas que lição estamos querendo aplicar? Se não for bem explicado o sentido da lição, ela pode se tornar inclusive  uma “lição vazia de sentido”.

Do mesmo modo, quando vamos afirmar que tudo é passageiro e nada é fixo porque não tem vida própria, estaremos esquecendo que o espírito é eterno, que Deus é eterno e assim, afirmar que tudo é vazio de existência é um erro. Assim, temos aqui mais uma vez a importância do significado das palavras, da interpretação, do contexto  e da comunicação para entendermos corretamente o ensinamento. 

Perdi um ente querido, o que faço?

Na maioria das vezes, quem não acredita na comunicação com os espíritos pensa que, para aqueles que acreditam (na comunicação com os espíritos), perder um ente querido é mais fácil, pois acreditam que só de termos a crença, isso já nos conforta por si só, ou mais além, que recebemos informações do ente prontamente, ou que eles já vem conversar conosco logo após o desencarne. Mero engano. É claro que a crença na eternidade do espírito nos ajuda a superar o trauma da perda, pois, nossa fé nos leva a acreditar que estaremos juntos novamente. Mas, em quanto tempo? Isso, pouquíssimas pessoas sabem, ou tem noção pelo menos. E isso nos deixa aflitos da mesma forma. Que se saiba, não é qualquer espírito que desencarna que pode prontamente se manifestar através de um médium, ou nos enviar uma mensagem através de uma psicografia, pelo contrário, são poucos, pois, na maioria das vezes quando desencarnamos, não temos preparo e permissão para tal feito. Também precisamos lembrar que, devido a transição planetária, nem todo espírito desencarnado permanece neste planeta, sendo levado a outros planos de existência onde darão continuidade a suas experiências, sendo por escolha da espiritualidade maior, seja por suas próprias escolhas. Aliás, é constante a necessidade de nos lembrarmos disso, ou seja, de que, por mais que amamos o outro, ainda assim o outro tem suas escolhas e muitas vezes pessoas que nos são queridas aqui encarnados, tomam seus próprios rumos quando em espírito e assim, do mesmo modo que os pais/mães precisam estar preparados para ver seus filhos e filhas saírem de casa quando adultos, do mesmo modo teremos que entender que aqueles que amamos podem tomar seus próprios rumos quando em espírito.

Enterro de Mahatma Gandhi, Índia

Assim sendo, e tendo levado em consideração estes pontos importantes, como podemos nós que acreditamos na espiritualidade maior nos confortar diante da perda de um ente querido? Acredito que desse ponto em diante, não há muito o que mudar na forma como todos nós podemos lidar com a situação, ou seja, a melhor saída é o exercício diário de nossa fé na espiritualidade maior, em sua justiça divina e no desapego mesmo das pessoas às quais amamos. Do exercício da fé na espiritualidade, temos o caminho para a compreensão de que eles sabem o que fazem e quando fazem, sendo justos em grau e gênero. Assim podemos nos confortar estando cientes de que o desencarne ocorreu porque assim necessitava acontecer para a melhor experiência do ente que se foi e precisamos respeitar o ocorrido. E no desapego? Como podemos nos desapegar daqueles que amamos? Primeiramente aprendendo que desapego não é não amar, não é não gostar, não é não querer estar junto. É claro que isso é “impossível”, porque como temos sempre dito, enquanto espíritos somos seres de relacionamento e relacionamento é querer estar junto e poder abraçar, beijar e conversar. O desapego aqui se faz do ponto de não estarmos dependentes da relação como muitos têm feito ao longo do tempo. Não podemos colocar no outro a responsabilidade pela nossa felicidade e nem fazer dele muletas de nossa vida. Também precisamos entender que a vida encarnada aqui é apenas um passe para a vida maior e é lá que estaremos juntos de forma constante e segura. Aqui não temos garantias de nada e quanto mais refletirmos e aceitarmos isso, melhor.

Young woman with suitcase walking at the street in Barcelona

A morte é tema que deve ser debatido também. Falar de morte no nosso dia a dia nos prepara para o momento que sabemos ser inevitável. Existem muitos povos que trazem a temática da morte para as conversas do dia a dia e assim, quando chega a hora eles estão mais preparados para enfrentar o momento. Então como dissemos, o tema é difícil por si só, mas, ele pode ser amenizado através do exercício da fé e da normalização do tema em nosso dia a dia.

Comemoração do dia do mortos no México

Mas e sobre a comunicação com quem já foi? Como podemos receber mensagens de nossos entes queridos? Como dissemos não é fácil, ainda mais porque a maioria das pessoas não acredita e só passa a ter esperanças quando ocorre o desencarne. Daí as pessoas chegam com expectativas, com desconhecimento sobre a comunicação com os espíritos e acham que vão receber informações imediatamente. Mas, você está preparado para saber que sua mãe que desencarnou está no penumbral? Ou que seu filho está dormindo em um leito de hospital? Ou que seu marido está “vagando” sem rumo? Muitas vezes não. Então é preciso tomar cuidado quando queremos saber o que houve com o ente que “partiu”. As possibilidades são inúmeras, cada uma dentro da necessidade e mérito do ente que se foi. Imagine que você já chorou por outros entes em outras vidas. Você já chorou por outras mães, pais, irmãos, filhos e muitos nem sequer fazem mais parte da sua vida hoje. Complicado lembrar e refletir sobre isso não é mesmo?

Viram como é difícil perder uma pessoa querida, mesmo para quem acredita na comunicação com os espíritos? Pois é, por isso voltamos a afirmar que o exercício na fé da justiça do plano divino deve ser diário. Que acreditar nos planos superiores deve ser diário. Que o amor deve ser genuíno e o desapego deve ser da mesma forma exercitado. Lembrem sempre dos momentos felizes que passaram juntos e não deixem que eles sejam menores que a dor da perda. Agradeça a Deus por todos os momentos que vocês puderam passar juntos. Lembre que você ainda tem outras pessoas queridas com você. Se precisar chorar, chore tudo o que tiver para chorar, não guarde sentimentos de tristeza dentro de si. Depois disso, levante a cabeça e siga em frente. Lembre-se que seu ente não iria querer que você se deixasse derrubar por sua morte.

Se vocês se amam de verdade (você e o ente que partiu), um dia, com certeza irão se reencontrar, mesmo que não saibam quando. Assim sendo, esteja preparado para o momento da partida e viva feliz sabendo que seus corpos irão se abraçar novamente no futuro.

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